Colégio Thaiane Pinheiro

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10 passos (fáceis e divertidos) para ajudar seu filho a comer melhor

Poucas coisas preocupam tanto pais e mães quanto uma criança que não come bem e, portanto, não tem o desenvolvimento tão positivo. Se você faz parte do grupo dos adultos que sofrem com isso, a boa notícia é que existem caminhos – simples e eficazes – para driblar a falta de gosto dos petizes pelas refeições saudáveis. E, o melhor, são dicas divertidas para vocês seguirem juntos!

1. Criança gosta de novidade:

Todo dia é dia de experimentar novos alimentos. Conte uma boa história sobre a couve (que tal algo sobre o José Roceiro que plantou, regou, depois colheu e trouxe lá do sítio só para você?) ou sobre o peixe (imagine se esse é o peixe que engoliu o anel?) e apresente a gostosura. E vale a pena servir a novidade junto com algum alimento que ela goste bastante. Não insista demais e não obrigue a criança a comer. Provar é o grande desafio. Boas surpresas podem acontecer.

2. Festa na cozinha:
Criança curte cozinhar e, mais ainda, adora comer a refeição que ela mesma preparou. O orgulho de ter conseguido abre o apetite e a disposição para experimentar. Existem vários livros de receitas para os menorzinhos se aventurarem entre as panelas. Mas o ingrediente principal é você estar juntinho, cozinhando em família.

3. Comer é uma alegria:
Um prato colorido é muito mais convidativo que aquela monotonia de sempre. Em vez do feijão marronzinho de sempre, uma explosão de cores quando se junta lentilha e cenoura. No lugar do arroz básico, vale cozinhá-lo caldo de legumes caseiro para ganhar um sabor especial. Quando falamos em caldo de legumes caseiro. E antes que você ache difícil, ou que ache que não tem tempo, basta fazer o caldo, congelá-lo e ir usando em porções pequenas.

4. Refeições controladas:
Três refeições maiores (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches entre elas são mais que suficientes para qualquer criança. Beliscos fora de hora podem comprometer o apetite.

5. Já pra fora:
Praticar atividade física é fundamental. Não apenas esportes e aulas de educação física na escola. Correr no parque, andar de bicicleta e patins, mergulhar no mar. Gastar energia aumenta o apetite e essa é a meta.

6. Juntos é mais gostoso:
A refeição não começa quando sentamos à mesa. Começa bem antes, na escolha da receita, no planejamento do cardápio, na compra dos ingredientes e na preparação dos pratos. As crianças adoram fazer parte de todos esses processos, junto com o pai e com a mãe. Envolver os pequenos em cada uma das etapas vai deixá-los menos resistentes a provar a comida, afinal eles mesmos ajudaram a produzir a refeição.

7. Os pais nunca estão sozinhos:
Se a dificuldade na alimentação persistir, peça ajuda. Pediatras e nutricionistas são especialistas que podem identificar problemas e propor as soluções adequadas.

8. Nada de belisco:
Mas nem um biscoitinho? Nada. Merendinhas fora de hora prejudicam muito o apetite para as cinco refeições recomendadas para as crianças. Seja firme com isso para garantir que os meninos cheguem com fome à mesa.

9. Barriga cheia:
Acredite, a criança sabe quando está satisfeita. Não obrigue seu filho ou sua filha a limpar o prato. É importante que eles descubram o limite da saciedade, para que comam exatamente o que o corpo precisa. Qualidade é mais importante que quantidade.

10. Comida não é prêmio:
Nunca use guloseimas para recompensar uma boa ação da sua filha ou do seu filho. Se, a cada brócolis que a criança provar, você der um chocolate, ela vai achar que aquilo é tão ruim que merece até prêmio para quem comer. Ou seja, mensagem errada. O legal é motivar os pequenos a experimentar e continuar descobrindo novos sabores.




Fonte:
1.Kerzner B. Clinical investigation of feeding difficulties in young children: a practical approach. Clin Pediatr (Phila). 2009;48(9):960- 5.
2. Nogueira-de-Almeida CA, de Mello ED, Maranhão ES, Vieira MC, Barros R, Fisberg M, et al. Dificuldades alimentares na infância: revisão da literatura com foco nas repercussões à saúde. Pediatria Moderna. 2012;48(9):9